imagem via owlfluff



imagem via Twentythree



imagem via schtock



O Papai Noel deveria ser substituído pela coruja.
Em ilustração, fotos, graffittes as corujas são adoráveis.
Tem gente que não curte, acham meio arrepiante encarar
aqueles olhões.
Daí entram numa viagem à Edgar Allan Poe, Sherlock Holmes
e outros darks da Literatura.
Daí chegamos ao Dexter,
que certamente terá uma coruja com
bicho de estimação.

O cinema sempre tratou a coruja como a vilã da história.
Pecado dessa gente ignorante e nem um pouco sábia.

Eu amo.
Esse bichinho me deixa louca.

Marcadores:

| Por Prensada | quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 | 20:16.





Então é Natal na rua 25 de Março.
Melancolia, compulsão e gastança.
Montes de trecos inúteis que você vê nas vitrines.
Quer coisa mais chinfrim que ver essa trupe de
Papais Noéis mortos de fome na TV, na publicidade
e nas lojas ?

Insuportável.
Apagão , please !


O melhor não se compra com dinheiro,
se experimenta na intimidade.




* Imagem via Le Riót

Marcadores:

| Por Prensada | | 13:41.


* clique e vá para o sagrado



Confesso de uma forma muito pouco cristã :
quero ser sua escrava.
Trate-me bem e trate-me mal.

Porra, queria ficar aos seus pés,
como se tivesse diante da deusa:
lambendo seus dedos esmaltados -
roxo parisiense ?
Não lembro mais a cor.





* Imagem ilustração Gilvan Samico, O Sagrado

Marcadores:

| Por Prensada | terça-feira, 1 de dezembro de 2009 | 23:30.





Ele era um jovem da nobreza inglesa. Um dia desce ao seu porão do seu castelo
por uma escadinha, tem uma lamparina na mão
e se dá conta que virou uma mulher, porque estava de vestido.
Um moça jovem da nobreza inglesa.



Orlando, livro, Virginia W . ( passarinho voando )


Para uma leitura atenta do livro -
pegue um bom dicionário;
O texto apresenta um vocabulário vitoriano,
muito doido.




* Imagem via La Coleccionista
cena do filme Orlando com Tilda Swinton





Marcadores:

| Por Prensada | | 16:50.


* clique



** tem um ratinho morto no chão ?


* Ray Caesar, ilustração deslumbrante

Marcadores:

| Por Prensada | | 14:19.


* clique duas vezes prá aumentar



Olha pro céu meu amor
E veja como ele tá lindo
com a Lua quase cheia de início de dezembro.
Um halo impressionante que parece anel de ouro;
Uma aliança de casamentos antigos em volta da Lua.

E nem é festa de São João, como o Gil cantava,
O céu está lindo apesar de dezembro e dessa
urgência louca de detonar o cartão de crédito.


Afaste com as mãos esse semi-enfarte do coração,
e a aflição tremenda que entope as veias.
Apague aqueles piscas-piscas nervosos e chatos das varandas.
Tente desenhar um pouco e voilá:
Um mapa autêntico da Constelação de Possibilidades.
Se há explosões no Cinturão de Órion , Capela e Aldebaran -
lá no abismo do Cosmos
por que não reproduzí-lo na rua da Consolação ,
e desenhar no asfalto a reprodução do céu dos astrônomos ?
Pegue estrêlas brilhantes como Sírius , Castor e Pólux
e essa Lua , que já vai bem alta , sumindo atrás do prédio feio.

Damos as mãos, sorrimos e atravessamos a Consolação
quando o sinal de pedestre ficou verde.

Marcadores:

| Por Prensada | domingo, 29 de novembro de 2009 | 21:16.


J. Depp show * clique para aumentar



Eu preciso de um trampo maneiro. Sei escrever e gosto de uma boa prosa.
Tenho um arquivo no HD interno razoável porque nasci há muito tempo. MUito TemPO.
Acho bacana falar que nasci HÁ MUITO TEMPO.
Mas não gosto da destruição do TEMPO na minha carcaça.
BLé, vamos tomar mais umas ?
Sei escrever de forma doce e poética quando visto meu casaco verde de veludo e calço minha calça de sarja e minhas botinas rasgadas na sola do pé.
Meias imundas e vontade de cheirar rapé.
Poemas franceses ? mon dieu de la France :
Rimbaud era muito dramático e gostava de uma performance.
Tiros , amour à beira do Sena e tabefes nos bistrôs.
Meu currículo cabe no bolso, uma bosta de cv.
Aprendi nos corredores, nos livros e nos bares, olhando o mundo com curiosidade.
Olho vocês como objeto de estudo aqui da minha TORRE.
Torre. Aquela Torre que me enfiei quando senti
que tudo isso não era prá mim.

Quero criar com minhas mãos, língua, sistema circulatório e pele;
com prazer e um pouco de rock.


* Um dia eu quis tocar numa banda, arrumei uma guitarra Fender vermelha;
mas perdi o bonde da história.





* Imagem via Like a Hurricane

Marcadores:

| Por Prensada | sábado, 28 de novembro de 2009 | 01:33.


* clique aqui e pegue um gole


Novembro
Dezembro
e meu voto de silêncio


Tomara que seu pisca-pisca da árvore natalina queime
no próximo apagão.



* Imagem via Cattish * muito boa essas ilustrações de Cattish

Marcadores:

| Por Prensada | sexta-feira, 27 de novembro de 2009 | 09:17.


* clique e caia na banheira, vamos brincar de patinho ?



Em casa agora , sem chuvinha besta, engarrafamentos e loucura.
Muita loucura. Muita loucuuuura. Loucura é pouco.
Tudo as avessas , eu tô baleada.
Nada claro, transparente e bonito. Tudo meio triste.
Só brumas na Consolação.
Ai, Napoleão e seu Cem soldados, as tropas de Santa Joana,
Alexandre, o Grande - toquem fogo e metam a espada
no que não for legal, please.

Andar em sampavelox com tempo ruim é suplício ,
então é Natal.
Alexandre,o Grande estouraria de raiva e com aquela lança envenenada
que atravessou toda a Ásia , Oriente Médio e Europa conhecida
furaria teu pneu, idiota.

Acho que mereço uma xícara de qualquer coisa boa & gostosa.
Como sofri essa noite, mano.
Pode ser chocolate ou conhaque.

Eu gostaria de saber lá do alto da torre do farol,
com aquela luz intermitente para
guiar os navios que se aproximam da barra e do porto
se ainda preciso fazer isso.
Virei as costas para a orientação.
Tô com a bússola avariada e sem imantação.

Assim como Montaigne não saiu
da sua torre alta do castelo,
mas vislumbrou num lampejo genial
que o homem é aquela merda que acaba no cú.
O velhote sacou isso sem botar o nariz na rua e ver o mundo.

Não tô com histeria literária, nunca pretendi essa porra.
Entrei na roda porque queria saber se tinha coragem de fazer isso.
Aliás, nem sei o que tô fazendo alí naquela aula.
Será que me acho Virgínia colocando o seu casaco e
seguindo para o lago ?
Ler e escrever. Ler e escrever. Ler e escrever.
Ler e escrever. Ler e escrever. Ler e escrever.
Escrever é matar-se pela corrente sanguínea
que percorre os finos vasinhos que irrigam o cérebro.
Curto-circuito.
Silêncio, preciso disso.


* Uma banheira , urgente !

* Imagem via Cattish

Marcadores:

| Por Prensada | quinta-feira, 26 de novembro de 2009 | 23:26.




O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.



* Adélia Prado


* Imagem via There's a potato on my shoes -
adoro máquinas de escrever

Marcadores:

| Por Prensada | | 10:02.
| Por Prensada | quarta-feira, 25 de novembro de 2009 | 22:51.


* clique aqui



O sino da Sé despencou ontem à tarde. O sino inglês de 1910, 400 kg, desabou no meio da Praça da Sé, sem ferir ninguém. Geralmente, hordas de sem-teto dormem no local.
Ontem não havia ninguém, felizmente.

A líder-médium, Adelaide Scritori, presidente da Fundação Cacique Cobra Coral, entidade esotérica que se diz capaz de interferir em eventos climáticos e é contratada encaminhou alerta ao Governo Federal, informando que há riscos de novos apagões.
O Governo doura a pílula e fala em blecaute.
Qual a diferença ? Nomenclatura ?
Apagão ou blecaute tanto faz. A médium é contratada pelo Governo do Estado, Prefeitura de São Paulo, Eletrobrás, ONS, Chesf, Eletronorte e Eletrosul.
E eu pergunto: prá que gastar dinheiro com isso ?
Com esse calor doido, é claro que vai chover baldes e litrus.
E que o desequilíbrio climático vai pirar o planeta, que já está mais do que pirado.
Não precisa de caboclo Cobra Coral prá dizer.
Lembrei do Caboclo Arranca-Toco, ri muito. O caboclo me disse uma vez que eu tinha que segurar a vontade de beber...que eu era chegada na pinga ! ( * * ) \0/
Nunca segui o conselho da entidade, e deu no que deu.


Peguei um taxi hoje de manhã prá resolver umas coisas esquisitas, e o motorista ia vociferando contra a Cidade, por conta de um congestionamento monstro no Viaduto Maria Paula. Tudo paradinho, com gente prá fora dos automóveis.
Em um momento, ele quis eliminar metade da população. Tipo matar a tiros. Xingou , blasfemou disse montes de merda dentro do carro.Hiper grosso e desagradável. Pentelho do cacete. Deixei o velho na sua imaginação sanguinária dar uma de Hitler ou Idi Amin ou Pol Pot.
Cretino e amargo é pouco.
Porque alimentar mais esse horror que é viver aqui em sampavelox ?
Quietinha no meu canto, eu senti que ele queria minha colaboração na sua idéia sanguinária de extermínio. Permaneci calada e isso o irritou profundamente.

Não quero exterminar ninguém. As pessoas que se auto eliminem,
seja por fogo, terra, água ou ar.



* Imagem Yongbo Zhao, via La Coleccionista

Marcadores:

| Por Prensada | | 13:25.







* Imagem via Illustrativo

Marcadores:

| Por Prensada | terça-feira, 24 de novembro de 2009 | 23:47.


* clique aqui



Você meu mundo meu relógio de não marcar horas, de esquecê-las.
Você meu andar meu ar meu comer meu descomer. Minha paz de espadas acesas.
Meu sono festival meu acordar entre girândolas. Meu banho quente morno frio quente pelando.
Minha pele total. Minhas unhas afiadas aceradas aciduladas. Meu sabor de veneno. Minhas cartas marcadas que se desmarcam e voam. Meu suplício. Minha mansa onça pintada pulando. Minha saliva minha língua passeadeira possessiva meu esfregar de barriga em barriga. Meu perder-se entre pelos algas águas ardências. Meu pênis submerso. Tunel cova cova cova cova cada vez mais funda estreita mais mais. Meus gemidos gritos uivos guinchos miados ah oh ai ui nhem ah ah
minha evaporação meu suicídio gozozo glorioso.


* Carlos Drummond de Andrade

* Imagem Ilustração Laura Addari

Marcadores:

| Por Prensada | | 23:34.




Obrigado deus por esse espantoso dia:

vem cá meu deus, será que você não tá vendo essa ar de fim de mundo ?
oxigênio espesso, correria e trovoadas esparsas
chuva esquisita , tudo escureceu, calor
sampavelox guiada por aparelhos e festa, rádios, GPS,
capotamentos e latarias rangendo
Jesus virá na placa e
Motoqueiros reinarão na Terra.

vem cá meu deus, será que você não tá vendo a Carla ?
aquela alí jogada debaixo na marquise , com seus dreadlocks fodidos;
de boca aberta pro Infinito-Deus, desmaiada de crack.
E agora José Carlos ? perdão, Mara.
Traveca jovenzinha
chapada e fedida, cheia de pulseiras e brincos compridos.
Celinha lança moda na rua, grita e chama aos berros
pela mãe e pelo pai.
Sampavelox vai afundar pelo centrão, Consolação e Ipiranga
depois o desastre vai entrar pela São João, Republica e São Luis.
Vamos todos parar no Black Hole do Inferno.
Lixo fedido , merda humana,
quinze corpos jogados ( Celinha, Carla Mara,etc )
Lixo não recolhido, mais três corpos deitados ( Hamilton, Luis e Carlos )
lixo, lixo, lixo. O homem só produz lixo.
O lixo não tem nome , mas eles tem.
Não pise nos caras. Pula prá não se molhar,
temporal de novo.

Verão mais fodido não tem.



* Imagem David Lloyd, Copan

Marcadores:

| Por Prensada | | 16:28.